Nelson Cavaquinho na minha humilde opinião o sambista que mais trousse ao samba a melancolia. Mestre, sei que estás em paZ.
Escrito em meados de 2011
Obs.: Uma das poucas coisas que sobraram que valem a pena mostrar do meu antigo blog.
Depois que terminei de escrever não devo ter lido isso mais de 10x e agora também não sinto muita necessidade, mas deixo isso aqui para sempre me lembrar dos piores dias da minha vida.
*Está muito mal escrito, mas é muito verdadeiro.
Por um triz – Akeen dos Santos Julio
Agora um pouco sereno, escrevo sobre aquele momento tenso e intenso. Eu ainda acredito que estou aqui por Deus, porque após tudo que passei naqueles dias, a vida hoje se mostra de outra maneira.
Um dia qualquer, de um mês qualquer, de 2010. Escorriam lagrimas sobre meu rosto, me sentia sozinho, triste e sentindo algo muito forte que agora não consigo descrever. Lutava para não pegar o papel e a caneta, em poucos dias escrevi poemas tão apáticos, sinceros, sorumbáticos e verdadeiros que Bukowski sentira inveja de mim, queimei quase tudo ao primeiro sinal de sanidade, hoje me arrependo. Talvez aqueles versos mostrassem aos que choram sorrindo como a vida é bela. Eu, você, todos nós somos abençoados. Talvez não lesse hoje se não tivesse escrito, mas escrevi.
As horas passam ao teor de dias. Olhares, gestos, vozes, tudo me ataca, sinto que falta pouco para meu fim, pois bem, antes de ir deixarei aqui o porquê, sabendo que só Deus compreenderá o verdadeiro causar destas palavras.
Desculpe mãe, só peço que me perdoe, você é a prova de que o amor existe, e mesmo com todo o amor que sinto pela senhora, não posso mais continuar aqui, sinto anjos e demônios duelando por minha ínfima vida, esquecendo que o único que pode vencer está guerra sou eu.
Palavras, porto seguro de quem as trata com carinho sem esperar o mesmo delas, dá como recompensa notoriedade aqueles que almejam verdadeiramente, não sou um deles. A mim, fosse minha única companhia em meus últimos dias, dias indescritíveis, pelo menos a que se faça entender por pessoas “normais”, sempre soube que sou louco, mas agora, nem o louco mais quer ser eu.
Falta pouco, logo me vou. Os remédios fazem efeito em apenas 20 minutos, ainda não os tomei. Até lá ficarei aqui estático, já desliguei o som que tocava Cartola, ele não merece isto. Vejo um menino negro, descalço passando em frente à minha janela com uma bola de baixo do braço, não me pergunte o porquê, mas religo Cartola e deixo para me suicidar em outro momento.
Ps.: por de trás de todas essas palavras tem os dias mais sofridos da minha vida, me orgulho de escrever sobre isto sem chorar, obrigado meu Senhor Jesus Cristo.
That'sitpeacE
That'sitpeacE
